Longe daqui, aqui mesmo, 2010
(Marilá Dardot & Fabio Morais)


Exhibition view: 29th São Paulo Biennial, São Paulo, 2010
Site specific
Fabio Morais︎︎︎
Longe daqui, aqui mesmo (Far away, right here) was specially created by Marilá Dardot and Fabio Morais for the 29th São Paulo Biennial. Asked to imagine a library for the exhibition, the artists conceived an under construction maze-house, a place made of bricks, affections and tributes.The outside view is an unfinished building. When the visitor enters, he walks through some tiled and wallpapered rooms, crosses doors and steps on carpets with book covers images. Bricks and books are a construction element here (and literature, ideas, words).Reaching the library, the visitor is surprised by a white finished room where he finds books and chairs to enjoy reading.


The artists proposed three collections of books for the library: the answers of the 29th Bienal artists to the question: “Which book would you use to build your house?”; an open call for artists books; and, finally, a selection of contemporary literature. After the end of the exhibition, the books were donated to the Historical Archive Wanda Svevo, maintained by Fundação Bienal de São Paulo and open to public access.


Obra criada especialmente para a 29a Bienal de São Paulo. Os dois artistas foram convidados a imaginar uma biblioteca para a exposição, e o resultado é uma casa-labirinto em construção, um lugar feito de tijolos, afetos e homenagens.O que se vê de fora é um espaço inacabado, como uma casa/labirinto em construção. Quando o visitante entra, caminha através de cômodos revestidos por azulejos e papéis de parede, atravessa portas e pisa sobre tapetes com imagens de capas de livros. Aqui, tijolos e livros (e literatura, ideias, palavras) são elementos de construção.Ao abrir uma das três portas que dá acesso à biblioteca, o visitante é surpreendido por um quarto branco, acabado, onde encontra livros e cadeiras para sentar e apreciar a leitura.


Os artistas propuseram três coleções para a biblioteca: a resposta dos artistas que participam da 29a Bienal para a pergunta: “Com que livro você construiria sua casa?”; um convite aberto para o envio de livros de artistas, e, finalmente, uma seleção de literatura contemporânea feita pelos dois. Após o final da exposição, o acervo será doado ao arquivo histórico Wanda Svevo, da Fundação Bienal de São Paulo, tornando-se permanentemente disponível para consulta pública.


Alices, 2010

Exhibition view: Alices, Galeira Vermelho, 2010

Polyptych | Photograph and mirror | 60 x 90 cm (each)

Alices was created from a classic of English literature: Alice’s Adventures in Wonderland, by Lewis Carroll. The piece explores changes in the size of the character to reflect on the transformation of their own reader / visitor throughout this work. The size of the images of an excerpt from the book varies with the size of Alice in the highlighted passage, as if the visitor grew or diminished together.


Alices foi criado a partir de um clássico da literatura inglesa: “Alice’s Adventures in Wonderland”, de Lewis Carrol. O trabalho explora as mudanças de tamanho da personagem para refletir sobre a transformação do próprio leitor/visitante ao longo da leitura da obra. A dimensão das imagens de trechos do livro reproduzidos varia de acordo com o tamanho de Alice na passagem destacada, como se o visitante da exposição crescesse ou diminuísse junto com ela.

Tratado de Pintura e Paisagem, 2009


Photograph I Mineral print on cotton paper, wood and plexiglass | 157 x 156 cm




Um grande livro, 2008/2012

Exhibition views: Atelier Aberto, Campinas, 2012 | Galeria Vermelho, São Paulo, 2008Intervention| Polypropylene sheets over the façade of the building

Ulyisses, 2008


Exhibition view: Ficções, Galeria Vermelho, São Paulo, 2008

Polyptych | Mineral print | 47×67 cm (each)

This imaginary book, a bilingual edition of James Joyce's Ulysses, was created from the original in English and the Portuguese version of Antonio Houaiss. On its pages, colorful post-it notes point to phrases with the word “word”.


Este livro imaginário, uma edição bilíngue do Ulisses de James Joyce, foi criado a partir do original em inglês e da versão de Antonio Houaiss para o português. Em suas páginas, post-its coloridos apontam frases com a palavra “palavra”.

Porque as palavras estão por toda parte, 2008


Exhibition view: Ficções, Galeria Vermelho, São Paulo, 2008

Installation | MDF and cement | Variable dimensions

33 concrete letters that appear to emerge from the gallery floor form a labyrinthine path. With the letters you can build the phrase Porque as palavras estão por toda parte (Because the words are everywhere).


33 letras de concreto que parecem emergir do chão da galeria formam u caminho labiríntico. Com as letras pode-se construir a frase Porque as palavras estão por toda parte.

Com palavras de palavras por palavras, palabras, 2008

Exhibition view: Ficções, Galeria Vermelho, São Paulo, 2008

Installation | Paper bobbin, typewriter and desk | Variable dimensions

Com palavras de palavras por palavras, palabras (In words of words for words, palabras), a giant paper bobbin is typen with sentences that contain the word “word”.


Uma bobina de papel gigante é digitada com frases que contêm a palavra “palavra”.

Correspondência, 2008 (Marilá Dardot & Fabio Morais)



Video installation | 5 videos | Variable dimensions

Five alternated videos show the development of a conversation between the two artists.

Cinco vídeos em projeções alternadas mostram o desenvolvimento de uma conversa entre os dois artistas.

Watch video 2/5︎︎︎  
Watch video 3/5︎︎︎  
Watch video 4/5︎︎︎
Watch video 5/5︎︎︎


Paisagem sob neblina, 2008

Embroidery on felt | Series of 9 | 98 x 65 cm (each)

Paisagem sob neblina (Landscape in a fog) is a series of subtitles below a blank visual field, embroidered on felt surfaces, suggesting the beholder a mental landscape. The phrases were selected from the file Sob neblina (In a fog), initiated in 2004, which gathers a collection of the word “silence” obtained from several books.

Legendas sob um campo visual vazio, bordadas sobre superfícies de feltro, sugerem ao observador uma paisagem mental. As frases foram selecionadas do arquivo Sob neblina, iniciado em 2004, que reúne uma coleção de frases com a palavra “silêncio”, apropriadas de diversos livros.


Exhibition view: Guerra do Tempo, Chácara Lane, São Paulo, 2016

Sob neblina [em segredo], 2007

Exhibition view: Sob neblina [em segredo], CCBB, São Paulo, 2007
Site specific | 8 jetted glass doors, safe

Sob neblina [em segredo] (In a fog [secretly]) it is a site specific intervention that starts from an exhibition space at the Banco do Brasil Cultural Center in São Paulo, an octagonal corridor that surrounds an old safe.

The space was divided by eight glass doors, the last of which led to the entrance to the safe, which remained closed, as an image of an inviolable secret. Thus, eight chambers were created separated by these doors. Each chamber was painted a shade of gray, gradually darkening to black in the seventh, contrasting with white in the last chamber that precedes the safe door. One of the eight phrases chosen from my Sob Neblina archive related to the ideas of silence and secrecy was engraved on each door.


Sob Neblina [em segredo] é uma intervenção site specific que parte de um espaço expositivo no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, um corredor octogonal que circunda um antigo cofre.  

O espaço foi dividido por oito portas de vidro, sendo que a última dava para a entrada do cofre, que permanecia fechada, como imagem de um segredo inviolável. Foram criadas, assim, oito câmaras separadas por estas portas. Cada câmara foi pintada em um tom de cinza, escurecendo gradualmente até chegar ao preto na sétima, contrastando com o branco na última câmara que antecede a porta do cofre. Em cada porta foi gravada uma das oito frases escolhidas do arquivo Sob Neblina que se relacionam as ideias de silêncio e segredo.


Movimento das ilhas, 2007



Video| 21’30” | Color, sound


Movimento das ilhas (Movements of the islands) shows two people playing scrabble, but pieces have no letters on. We are not able to unveil the assumed words that the players, concentrated on their secret language or resigned with their mutual misunderstanding, seem to build.


No vídeo, duas pessoas jogam palavras cruzadas, mas não há letras nas peças. Não podemos desvendar, portanto, as supostas palavras que aqueles jogadores parecem compor, compenetrados em seu idioma secreto, ou conformados com seu mútuo desentendimento.

Never to forget, 2006

Exhibition view: Guerra do Tempo, Chácara Lane, São Paulo, 2016
Polyptych | Typing on paper | 31.5 x 22,5 cm (each)

Mottos, goals and philosophies are typed on an old form paper containing a manufacture flaw: it was printed misaligned.


Lemas, metas e filosofias foram datilografadas em um antigo papel formulário com um defeito de fabricação: foi impresso desalinhado.

Marulho, 2006 


Series of 8 | Mineral print on cotton paper | 31.5 x 22,5 cm (each)

Marulho (Surge) encompass nine images from eight books that were digitally erased and magnified. The only legible parts are the excerpts about forgetfullness.


Marulho reúne nove imagens de oito livros que foram digitalmente apagados e ampliados. Ficam legíveis apenas os trechos que versam sobre o esquecimento.

Entre nós, 2006


Exhibition view: 27th São Paulo Biennial, São Paulo, 2006

Video installation | 13 videos, tvs on wood supports| Color, sound


For Entre nós (Between us) I invited some friends to play a game of dice with letters. There weren’t many rules: simply to spell words using the letters revealed after the thirteen dice had been cast. It was provocative, in showing the way a dialogue is constructed on the basis of what players are given by chance, by the circumstances. The games were always played in pairs, recorded, and shown simultaneously on 13 monitors in the installation. The viewer becomes a third player, also trying to spell out words.


Convidei amigos para jogar dados de letras. Não havia muitas regras: apenas tentar compor palavras com os treze dados lançados. Me interessava provocar e mostrar o processo de construção de um diálogo a partir do que lhes era dado pelo acaso, pelas circunstâncias. Os jogos, sempre entre duplas, foram gravados e exibidos simultaneamente em 13 monitores na instalação. O espectador se torna um terceiro jogador: tenta também compor palavras.